segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ho'oponopono

De momento, meus interesses centram-se no Hoʻoponopono, uma técnica havaiana de cura mencionada pela minha mãe como algo realmente sensacional.

Depois de ouvir algumas palestras no youtube, resolvi ir diretamente à fonte e encontrei uma entrevista de uma hora e meia, em nove partes, com o Dr. Hew Len.  A entrevista é em inglês, com legendas em espanhol. Muito elucidativa. A ideia básica do ho'oponopono vai ao encontro da ideia budista de iluminação, de libertar-se dos conceitos, das marcas mentais e de "ver a luz"...  Enfim, coincide com as minhas "crenças" zen budistas (se é que se pode chamar assim... talvez eu pudesse denominar aprendizado zen budista, mas mesmo isso seria impreciso...).

O Ho'oponopono parte da ideia de que você e totalmente responsável por tudo o que lhe acontece. Absolutamente tudo. E isso se dá porque você  compartilha "memórias" com as coisas e pessoas que cruzam o seu caminho... A ideia, portanto, é ir limpando essas memórias, ir ganhando clareza... Derrubando esses anteparos e ganhando inspiração, permitindo que as coisas fluam. O fim último, ao que me parece, é o mesmo da iluminação budista. O método é que é diferente.

Segundo o Ho'oponopono (em apertadíssima síntese), deve-se usar quatro frases curtas em relação a pessoas, coisas e situações, como um mantra: "sinto muito, perdoe-me, eu te amo, estou grata". Segundo entendi, isso faz com que sentimentos de amor, perdão, gratidão e reconciliação limpem a nossa mente inconsciente...

Estou começando a ler mais a respeito e a praticar. Minhas primeiras impressões têm sido muito boas...

Justificativa do Projeto

Acabo de tomar uma decisão importante. E dificil. Que me trouxe muita angústia. Vou ter de abrir mão, por uns tempos, de algo que me é grato. Resolvi adiar o doutorado. Em termos objetivos, tenho muitas razões: estou trabalhando muito, em um setor novo... A Procuradoria tem me tomado todo o tempo. Não passa um dia sem prazos pra cumprir, montes de processos pra despachar, serviço de autossecretariado. Bastante estressante e cansativo. 

Os estudos pra seleção do doutorado tomariam totalmente o meu tempo de descanso. E esse tempo além de comprometer minha sanidade, teria de ser debitado de outros afazeres... o primeiro deles, é claro, o exercício físico, do qual vivo fugindo. Assim, eu teria uma boa desculpa: não estou indo para a academia porque estou estudando pro doutorado... E daí inicia uma espiral viciosa pra mim: inércia, ganho de peso, mais inércia, muita mente, pouco corpo. Caminho certo para a infelicidade, no meu caso. Repetição de padrões.

Algumas pessoas próximas (minha mãe, Renata...) me aconselharam fortemente a adiar o doutorado. Elena me recomendou que fizesse em outra universidade. Algumas pessoas me falam em esperar oportunidades, eventualmente, um doutorado fora do Brasil, mais tarde. Enfim...

Algo que me tocou fortemente foi uma frase da Elena: - Os anos não te deixarão mais jovem. É isso. Minha mãe disse algo parecido sobre aproveitar a vida neste momento (por uma questão etária mesmo... mais que filosófico-budista). Daqui pra frente, os anos pesarão mais. E se tem um tempo para se aproveitar, é este. É o agora, o irreversível agora. Lembro também de algo impublicável que me disse o Pozzatti. E fui montando pecinhas do meu quebra-cabeça.

O Miguel desenhou dos circulos em um guardanapo do Café Cultura. Num dos círculos escreveu "zona de conforto"e no outro, "magia". E concordou que eu deveria sair da minha zona de conforto. No caso, estudar é a minha zona de conforto. Mexer-me é sair dela. Sair da cabeça e ir pro nível mais físico, mais mecânico da coisa... que é o que me falta de verdade. Ir aos "lugares que assustam", como diria Pema Chödrom. 

Uma amiga, professora universitária, me disse certa feita: - Giorgia, inteligente a gente já é... o negócio agora é ficar bonita! Pois bem... hehehe

E assim vão se somando motivos e mais motivos para eu adiar o doutorado e cuidar um pouco de mim, investir na minha qualidade de vida e tratar de ser mais feliz. Cuidar do corpo e do espírito, e não só da mente. Buscar um doutorado em mim mesma. Essa é a justificativa deste projeto. E para isso escrevo um novo blog. Aqui registrarei essa nova empreitada! Deseje-me sorte!